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No ano passado, foram registrados 236.686 casos de diarreia aguda; maior incidência foi Fortaleza, com mais de 21 mil atendimentos

A falta de acesso ao esgotamento sanitário é uma realidade que reflete também na saúde pública. No Ceará, em 2023, o número de casos de diarreia aguda liderou as notificações de atendimento registradas pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesa). A doença, que tem relação com o acesso ao saneamento básico, ultrapassou os 236 mil casos, de acordo com a Planilha de Notificações da Sesa. “O esgoto a céu aberto, o despejo irregular de lixo e a falta de acesso à água potável são fatores que põem em risco a saúde das pessoas, principalmente em situações de vulnerabilidade”, explica o superintendente da Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP/CE), Luciano Pamplona de Góes Cavalcanti.

Crianças e idosos são os mais afetados pelas doenças relacionadas à falta de coleta e tratamento de esgoto, conforme destaca pesquisa recente do Instituto Trata Brasil, que apresenta dados sobre o saneamento básico no Ceará. Para mudar essa realidade, a Ambiental Ceará, em Parceria Público-Privada (PPP) com a Companhia de Água e Esgoto do Estado (Cagece), tem trabalhado para garantir os serviços de esgotamento sanitário para mais de 4,3 milhões de pessoas de 24 municípios cearenses, até 2033.

A expectativa é que a universalização do acesso à coleta e ao tratamento de esgoto e da distribuição de água tratada, no Ceará, reduza em R$ 1,2 bilhão os custos com saúde, entre 2023 e 2040, como aponta o estudo do Trata Brasil. André Facó, diretor-presidente da Ambiental Ceará, observa que as transformações trazidas pelo saneamento básico estão associadas diretamente com a melhora na saúde da população. “Não investir nessa área é como abrir mão de avanços no cuidado das crianças, jovens e idosos. O combate à vulnerabilidade social tem que iniciar com o básico, que é saneamento”, afirma André Facó.

O diretor-presidente da Ambiental Ceará ressalta, ainda, a importância de as pessoas realizarem a conexão à rede de esgoto. “De nada adianta ter o sistema de esgotamento sanitário disponível na rua se o esgoto das residências não for adequadamente destinado e tratado. Por isso, este é um trabalho coletivo, no qual todos precisam fazer a sua parte”, reforça.

Doenças de veiculação hídrica

O superintendente da ESP/CE, Luciano Pamplona, destaca que a ausência do serviço de esgotamento sanitário traz problemas à saúde, com a incidência das doenças de veiculação hídrica, que incluem as infecções gastrointestinais (diarreia, vômito e dor de barriga) e enfermidades transmitidas por mosquitos, como dengue, chikungunya e zika.

“O contato com o esgoto não tratado expõe a população a parasitas, vírus e bactérias causadores de doenças. Muito se fala sobre a ‘virose da mosca’, por exemplo. Mas o que precisamos reforçar é que ela é uma transmissora de um ambiente contaminado. Ou seja, a mosca atua como um vetor: pousa em efluentes, lixos e matéria orgânica em decomposição, e em seguida entra em contato com outras superfícies, como alimentos, corpo humano ou animais. A ausência de saneamento básico também favorece a proliferação do mosquito Aedes aegypti, que se reproduz em água parada, seja limpa ou suja”, analisa Pamplona, que é também especialista em Vigilância Epidemiológica e mestre em Saúde Pública.

Para ele, além dos investimentos na universalização do saneamento básico, o trabalho de conscientização é fundamental. “Ações de educação sanitária são essenciais para que a população compreenda a importância da destinação correta do esgoto e o descarte adequado do lixo, medidas que contribuem para a redução das doenças de veiculação hídrica. Somente com a união de esforços e a implementação de medidas urgentes será possível mudar essa realidade e garantir um futuro mais saudável para o Ceará”, ressalta Luciano Pamplona.

PPP do esgotamento sanitário

Por meio da Parceria Público-Privada (PPP) firmada com a Cagece, a Ambiental Ceará é responsável pela ampliação, operação e manutenção do sistema de esgotamento sanitário em 24 municípios das regiões metropolitanas de Fortaleza e do Cariri. A PPP atende 4,3 milhões de cearenses e, ao todo, R$ 6,2 bilhões serão investidos em obras. A PPP visa promover o avanço do esgotamento sanitário para 90% da população até o ano de 2033, avançando para 95% em 2040.

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